GameWorld

Novidades em jogos

Ds

Fighting Fantasy: The Warlock of Firetop Mountain

 Se nos anos 80 você se divertia com os livros de Fighting Fantasy, hoje você pode se divertir da mesma maneira, mas agora com o seu DS


fightf1
Steve Jackson e Ian Livingstone fizeram muito sucesso nos anos 80 com sua obra chamada Fighting Fantasy. A proposta era simples: leia o livro de aventura e a cada decisão tomada era acompanhada de uma mensagem que te direcionava a alguma página nova do livro, com vários destinos. Seu fightf2personagem podia conseguir derrotar o terrível vilão ou cair da ponte num poço cheio de espinhos. Vendeu “apenas” 14 milhões de exemplares.
Pois bem, quase 30 anos depois, Fighting Fantasy retorna ao DS, com o mesmo estilo dos livros, mas trocando as páginas impressas por pixels e telas duplas. O novo Fighting Fantasy é agora um RPG em primeira pessoa e seu personagem é um cavaleiro metido a caçador de recompensas, que procura aventura na Firetrop Mountain, ao mesmo tempo em que tenta se encaixar na alta sociedade local.
Mas acalme-se. Não estamos falando de um novo “The Sims”, a maior parte de seu tempo ainda será gasta com monstros, bruxos e afins. A história é simples e linear e com todos os clichês típicos de um RPG. Então fique tranquilo. Você irá lutar aqui sim.
Fighting Fantasy, como todo bom RPG, te dá três classes para escolher: o guerreiro, o mago e o assassino, com seusfightf3 status iniciais diferenciados e a possibilidade de ajustar estes atributos no decorrer do game.
Mas estamos falando do famoso livro que te cobrava decisões em suas páginas e o game também te questionará muito, como por exemplo: uma mina com anões-zumbis e esqueletos, quem você irá matar primeiro? Claro, estas decisões não alterarão em nada a história do game, mas dá um ar nostálgico para quem curtia os livros.
O gráfico é padrão comum de DS, com seu herói aparecendo na tela como num FPS, com a espada a mostra, junto com inventário, mapas e espaços para as magias e ainda traz um prático compasso. Fora isso, a bela cidade de Anvil está muito bem trabalhada e os calabouços também estão definidos.
O fator social do game, que disse a alguns parágrafos acima, também é parte importante da jogabilidade, baseada em diálogos e interações, valendo-se de um humor ora exagerado, ora dramático, demonstrados em seus comentários.
fightf4
Indicado tanto para quem se divertia com as páginas dos livros há 30 anos, ou para quem se diverte da mesma forma em cartas de Magic hoje, Fighting Fantasy é mais uma boa opção para seu DS. Embora linear e com um sistema de decisões simples, diverte e faz o seu serviço bem-feito. Vale a pena experimentar.

 

Castlevania: Portrait of Ruin

Este é o segundo jogo da franquia a desembarcar no DS. Diferente de Dawn of Sorrow, o game abandona o uso de toques na tela inferior do portátil e parte para o padrão ao qual já estamos acostumados; um jogo com um sólido sistema de ação e exploração


castlepr1

A história se passa em 1944, quando a 2ª Guerra Mundial já caminhava para seu encerramento. Em meio a tanta dor, sofrimento e desespero, eis que Castlevania surge mais uma vez. A história já está mais que manjada, e você espera que um Belmont apareça para, mais uma vez, salvar a humanidade.
Mas Portrait of Ruin traz outro herói a cena. Johnattan Morris é o portador do Vampire Killer, o poderoso chicote, passado de castlepr2geração a geração entre os Belmont e que é letal contra os sugadores de sangue. Johnattan, apesar de ter o artefato em suas mãos não possui o conhecimento necessário para utilizar todo o poder do chicote, que recebeu de seu falecido pai e que, aparentemente, possuía fortes laços com os Belmont. O rapaz une forças com Charlote Aulin, uma feiticeira jovem e atraente e ambos partem para o castelo de Drácula, a fim de acabar com essa ameaça.
Uma vez lá dentro ambos descobrem que na verdade o vampirão não será o único problema que terão que enfrentar e Johnattan desvenda, pouco a pouco, as verdades sobre como liberar todo poder do Vampire Killer, e qual o papel da família Morris nisso tudo. A história, que põe os Belmonts em segundo plano, é uma das mais profundas já criadas para um game da série. O problema são os heróis, que apresentam uma personalidade irritante e não fazem jus a história, que poderia ter um desenvolvimento bem melhor, não fossem os personagens sem carisma.
No mais, é o Castlevania que todos conhecemos. Você corre, bate, pula, derrota chefes e ganha habilidades que lhe permitirão alcançar novos locais e seguir com a aventura. Em Portrait of Ruin você controla Johnattan ou Charlote, sendo possível trocar de personagem a qualquer momento com um simples apertar de botão. Também é possível ter os dois juntos, trabalhando em equipe.castlepr3
Normalmente, seu parceiro irá segui-lo e atacará sempre que avistar algum inimigo. Johnattan usa chicotes, espadas e machados, e você, provavelmente o usará a maior parte do tempo, já Charlotte possui magias que são bem efetivas contra certos inimigos ou chefes. Fazer bom uso das habilidades únicas de cada um é a chave para o sucesso neste jogo.
O game ainda possui um golpe chamado Double Crush, uma espécie de ataque combinado que utiliza os dois personagens e causa bastante estrago. Infelizmente, há poucos quebra-cabeças que façam uso do trabalho em equipe. Uma pena, já que tal mecânica poderia ser utilizada de maneiras mais criativas que simplesmente garantir seu reforço durante as lutas.
Desta vez você não estará confinado apenas ao castelo de Drácula. Há algumas pinturas espalhadas ao longo do jogo e que são usadas como pilares de poder de Brauner, um pintor que se tornou vampiro e agora planeja confinar Drácula e tomar Castlevania para si. Você deve entrar em cada um desses quadros e quebrar a fonte de energia maligna que eles emanam para enfraquecer Brauner. Cada obra de arte possuiu um universo particular, repleto de inimigos e com um chefe que deve ser derrotado.